Começamos em Ponte de Lima a nossa peregrinação a Santiago, cheios de entusiasmo. Era a nossa primeira grande etapa, nunca tínhamos percorrido, a pé, uma distância tão grande como a que nos esperava neste dia. Fomos ambiciosos, e no fim recompensados.
Partimos de mochila as costas, os quatro. Eu levava os meus7kg, mais uns 2,5kg que o folar que nos tinham preparado pesava, eram 7h da manhã em Ponte de Lima.
Saímos sem pequeno-almoço, na esperança de encontrar algo aberto nos primeiros passos do caminho, mas era muito cedo.
Passado meia hora estávamos os quatro parados, à porta de uma casa senhorial a comer uma parte do folar, foi o nosso pequeno-almoço grande.
Pés ao caminho novamente, as setas amarelas apareciam em todo o lado e depressa me habituei a esta forma de me guiar.
Uma hora a andar a um bom ritmo, e as 8h45 paramos no Parque de Pescas Riba Rio para o primeiro café do dia. Primeiro carimbo na credencial.
As 10 horas estávamos na fonte das três bicas. Paramos, reforçamos, e abastecemos para o que vinha aí... a tão falada Serra da Labruja e a sua Cruz dos Mortos.
Estava uma temperatura agradável para uma subida destas, acentuada e prolongada, mas a mochila a costa fez-se sentir e a máquina ferveu mesmo.
Esta zona é lindíssima, feita pelo caminho romano, e com vegetação suficiente para nos facultar alguma sombra. Percurso muito bem marcado serra a cima o que facilita a viagem. Nos primeiros quilómetros há sempre o receio de nos perdermos, o que a pé tem um custo elevado.
Eram 11h tínhamos alcançado a cruz dos mortos, o que significava estarmos perto do fim da íngreme subida.
A chuva já tinha ameaçado varias vezes a utilização do nosso equipamento impermeável foi necessária.
Lá continuamos pela via romana, linda via romana até alcançarmos o cume.
Seguiu-se uma descida longa que deu para descansar um pouco e apreciar a bela paisagem que a região nos proporcionava.
Eram 12h20 quando paramos para almoçar, na igreja de Rubiães. Lá comemos mais um bocado do folar para eu folgar as costas :)
Arrancamos passado 20 min com o objectivo de chegar a Valença. Passamos no Albergue de Rubiães, demos um "olá" a quem estava por lá e seguimos viagem pois não queríamos quebrar o ritmo. Fizemos um pequeno desvio para tomar mais café, e lá seguimos viagem acompanhados pela chuva.
Esperava-nos mais uma boa subida até São Bento da Porta Aberta ao KM23.
As 15h estavam na cruz pintada! E daí para frente foi chuva com força e serra como paisagem. Estávamos a 3km de Valença e tivemos de encostar... era 17h. Estávamos "em baixo", e enquanto se olhavam as mazelas físicas do dia era notório o desgaste. Quando chegamos ao Albergue de Valença tomamos a banhoca merecida, trataram-se as bolhas, uns foram dormir e outros ficaram na letra com outros peregrinos que se encontravam no Albergue.
A viagem estava em risco. Havia um desânimo geral, a preparação não tinha sido a necessária. As mazelas físicas (bolhas nos pés), colocaram muitas dúvidas a todos se conseguiríamos chegar a Santiago de Compostela no dia que tínhamos planeado.
Partimos de mochila as costas, os quatro. Eu levava os meus7kg, mais uns 2,5kg que o folar que nos tinham preparado pesava, eram 7h da manhã em Ponte de Lima.
Saímos sem pequeno-almoço, na esperança de encontrar algo aberto nos primeiros passos do caminho, mas era muito cedo.
Passado meia hora estávamos os quatro parados, à porta de uma casa senhorial a comer uma parte do folar, foi o nosso pequeno-almoço grande.
Pés ao caminho novamente, as setas amarelas apareciam em todo o lado e depressa me habituei a esta forma de me guiar.
Uma hora a andar a um bom ritmo, e as 8h45 paramos no Parque de Pescas Riba Rio para o primeiro café do dia. Primeiro carimbo na credencial.
As 10 horas estávamos na fonte das três bicas. Paramos, reforçamos, e abastecemos para o que vinha aí... a tão falada Serra da Labruja e a sua Cruz dos Mortos.
Estava uma temperatura agradável para uma subida destas, acentuada e prolongada, mas a mochila a costa fez-se sentir e a máquina ferveu mesmo.
Esta zona é lindíssima, feita pelo caminho romano, e com vegetação suficiente para nos facultar alguma sombra. Percurso muito bem marcado serra a cima o que facilita a viagem. Nos primeiros quilómetros há sempre o receio de nos perdermos, o que a pé tem um custo elevado.
Eram 11h tínhamos alcançado a cruz dos mortos, o que significava estarmos perto do fim da íngreme subida.
A chuva já tinha ameaçado varias vezes a utilização do nosso equipamento impermeável foi necessária.
Lá continuamos pela via romana, linda via romana até alcançarmos o cume.
Seguiu-se uma descida longa que deu para descansar um pouco e apreciar a bela paisagem que a região nos proporcionava.
Eram 12h20 quando paramos para almoçar, na igreja de Rubiães. Lá comemos mais um bocado do folar para eu folgar as costas :)
Arrancamos passado 20 min com o objectivo de chegar a Valença. Passamos no Albergue de Rubiães, demos um "olá" a quem estava por lá e seguimos viagem pois não queríamos quebrar o ritmo. Fizemos um pequeno desvio para tomar mais café, e lá seguimos viagem acompanhados pela chuva.
Esperava-nos mais uma boa subida até São Bento da Porta Aberta ao KM23.
As 15h estavam na cruz pintada! E daí para frente foi chuva com força e serra como paisagem. Estávamos a 3km de Valença e tivemos de encostar... era 17h. Estávamos "em baixo", e enquanto se olhavam as mazelas físicas do dia era notório o desgaste. Quando chegamos ao Albergue de Valença tomamos a banhoca merecida, trataram-se as bolhas, uns foram dormir e outros ficaram na letra com outros peregrinos que se encontravam no Albergue.
A viagem estava em risco. Havia um desânimo geral, a preparação não tinha sido a necessária. As mazelas físicas (bolhas nos pés), colocaram muitas dúvidas a todos se conseguiríamos chegar a Santiago de Compostela no dia que tínhamos planeado.
Por motivos "técnicos" as imagens deste primeiro dia não estão por ordem cronológica mas sim por ordem alfabética :S
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